Mais dados mais saúde
Percepções sobre o câncer
O Mais Dados Mais Saúde – Percepções da população brasileira sobre fatores de risco para o câncer apresenta resultados sobre os conhecimentos, as atitudes e os comportamentos relacionados à prevenção do câncer. O estudo traz uma análise exploratória das respostas de 6.566 pessoas com 18 anos ou mais, coletadas entre setembro e outubro de 2025, com dados inéditos sobre o conhecimento da população a respeito de diferentes fatores de risco para o câncer - como o consumo de produtos ultraprocessados, consumo de álcool, sedentarismo, sobrepeso e tabagismo - além de fatores comportamentais relacionados à saúde. Essa estrutura permite analisar, de forma integrada, como o conhecimento se relaciona com práticas e intenções de mudança. Esta edição contou com revisão técnica do Instituto Nacional de Câncer (INCA).
Dados da pesquisa para download

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Microdados Questionário Relatório
Nota Importante | Como interpretar os dados?

Ao interpretar os dados, é importante ter em mente que nem toda aparente diferença ao comparar dois pontos deverá ser realmente considerada. Ainda que números absolutos possam indicar diferenças de percentual entre um grupo e outro, essa diferença deve ser avaliada conjuntamente com o intervalo de confiança.

O que é intervalo de confiança?

O Mais Dados Mais Saúde é realizado com uma amostra e as pessoas entrevistadas pelo inquérito representam a população total brasileira. Como em todo estudo amostral, é preciso considerar um nível variabilidade, ou seja, uma margem de incerteza da estimativa. Esse é o intervalo de confiança, que considera um acerto de 95% sobre cada estimativa. Ao comparar dois grupos, só se pode considerar que há diferença entre um e outro quando os intervalos de confiança não se sobrepõem.

Exemplo de como interpretar:
  • Vamos interpretar o indicador “precisou de ajuda mas não buscou atendimento”, com desagregação por “usa o SUS” e “não usa o SUS”;
  • Entre os não usuários do SUS, 56,2% responderam sim. O intervalo de confiança foi estimado entre 42,4% e 70%, o que quer dizer que há 95% de confiança de que a estimativa real se encontra dentro desse intervalo;
  • Já entre os usuários, 63% disseram sim, com intervalo de confiança que vai de 52,3% a 73,8%;
  • Analisando apenas as estimativas pontuais, a percepção é de que não usuários do SUS buscaram menos ajuda ao buscar atendimento, com “sim” tendo sido respondido por 56,2% deles e por 63% dos usuários do SUS.
  • No entanto, não se pode afirmar que há diferença entre os dois grupos, uma vez que os intervalos de confiança do primeiro e do segundo grupo se sobrepõem (a porcentagem 70% se encaixa dentro dos 52,3% a 73,8%).